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Versículo do Dia 21/10

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. Lucas 12:15

Versículo do Dia 20/10

A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro será removido; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do SENHOR; eles não fartarão a sua alma, nem lhes encherão o estômago, porque isto foi o tropeço da sua iniqüidade. Ezequiel 7:19

Pedido de Oração

Bom pessoal, não sei se falei com todo mundo,
minha prima ganho neném, e houve uma complicação no parto, falto oxigênio e a filha dela Larissa, está no CTI, com os dois pulmões cheio de infecção, gostaria de pedir para que vocês possam orar por ela.

Obrigado.

Versículo do Dia 19/09

Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.1 João 4:10

Lição 11 – A Influencia Cultural da Igreja


Lição 11 – A Influencia Cultural da Igreja


11 de setembro de 2011

Texto Áureo
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gn 1.28). – Ao criar o ser humano, Deus elege delegar ao ser humano domínio sobre a terra. O poder e autoridade do ser humano para o exercício deste governo têm a sua origem no desejo de Deus de fazer o ser humano à sua própria imagem e semelhança. A habilidade do ser humano para manter o seu papel como governador delegado da terra repousará na sua obediência contínua ao governo de Deus como o Rei de tudo. O seu poder para reinar na vida apenas irá até onde vai a sua fidelidade em obedecer à lei de Deus[1].

Verdade Prática
Deus nos criou como seres sociais e instrui-nos a produzir uma cultura que reflita os princípios espirituais e morais de sua Palavra.

Leitura Bíblica em ClasseGn 1.26-30
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Diferençar a cultura antes e depois da queda;
Conhecer os exemplos bíblicos de relacionamento cultural, e
Compreender que Igreja deve influenciar culturalmente a sociedade.

Palavra-chaveCULTURA
Produções sociais e costumes das sociedades humanas.
Comentário
(I. Introdução)
O crente, cidadão permanente do Reino dos Céus, vivendo como peregrino nesta terra, não deve viver incólume à vida social, cultural, profissional, política e econômica da sociedade, muito embora esta última esteja alijada da Glória de Deus e em conseqüência, sua produção cultural esteja contaminada, nem tudo o que é produzido por ela é de todo ruim. Uma música, um livro, costumes, a lei... são todos eles intrinsecamente maus? Pela Graça Comum Deus distribui medidas significativas de capacidade em áreas artísticas e musicais, assim como em outras esferas nas quais a criatividade e a habilidade podem expressar-se. Nessa área, como também nas esferas física e intelectual, as bênçãos da graça comum são derramadas sobre o homem não regenerado e até mais abundantemente que sobre os crentes. (Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvaçãoA palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente - Mt 5.44,45; At 14.16,17). Como escreve Charles Colson em sua obra “E Agora Como Viveremos?” publicado pela CPAD: “Evangelismo e renovação cultural são, ambas, tarefas divinamente ordenadas. Deus exercita a sua soberania de duas maneiras: através da graça salvadora e da graça comum. Estamos bem familiarizados com a graça salvadora; é o meio através do qual o poder de Deus chama pessoas que estão mortas em suas transgressões e pecados para uma nova vida em Cristo. Como servos de Deus, devemos ser agentes de sua graça salvadora, evangelizando e trazendo pessoas a Cristo. Mas poucos de nós realmente entendem a graça comum, que é o meio através do qual o poder de Deus sustenta a criação, retendo o pecado e o mal que resulta da Queda e que, de outra forma, dominaria sua criação como uma grande enchente. Como agentes da graça comum de Deus, somos chamados a ajudar a manter e renovar sua criação, a sustentar as instituições formadas da família e da sociedade, a buscar a ciência e a sabedoria, a criar obras de arte e beleza e a curar e ajudar aqueles que sofrem com os resultados da Queda.” (pp. 13). Boa Aula!
(II. Desenvolvimento)
I. A CULTURA ANTES E APÓS A QUEDA
1. A natureza da cultura humana. A cultura é uma das principais características humanas, pois somente o homem tem a capacidade de desenvolver culturas, o que o distingue dos outros seres criados. A cultura pode ser considerada como tudo que o homem através da sua racionalidade, mais precisamente a inteligência, consegue executar, dessa forma todos os povos e sociedades possuem sua cultura por mais tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados das gerações passadas para as futuras. Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor[2], segundo a qual cultura é aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade. A queda do homem gerou um resultado imediato: a depravação total da natureza humana. O contágio do seu pecado espalhou-se rapidamente pelo homem todo, não ficando sem ser tocada nenhuma parte da sua natureza, mas contaminando todos os poderes e faculdades do corpo e da alma. Esta completa corrupção do homem é ensinada claramente na Bíblia: Gn 6.5; Sl 14.3; Rm 7.18. O crente, independentemente da denominação a qual pertença, querendo ou não, é um ser deste mundo, inserido no contexto social herdeiro da imperfeição resultante do primeiro pecado. O Reino de Deus não é deste mundo, mas foi inaugurado neste mundo, sem excluir-nos da responsabilidade com este mundo, tanto é que Jesus disse: "... é chegado a vós o reino de Deus" (Mt 12.28). Cristo falou de um reino de justiça, e de tantos outros sinais visíveis desse reino. Torna-se impraticável fechar-se dentro de uma redoma e excluir-se deste mundo, achando que temos de pensar só no Reino enquanto nosso futuro escatológico. Ser luz do mundo e sal da terra só é possível se o crente contribuir para que a luz brilhe e o sal tenha sabor, tais procedimentos se materializam em contato com a sociedade, a fim de transformá-la numa sociedade mais justa.
2. A cultura como beleza da criação. O homem é um ser espiritual que não é apenas corpo, mas também alma e espírito; é um ser moral cuja inteligência, percepção, e autodeterminação excedem em muito os de qualquer outro ser criado. Estas propriedades implicam no valor que cada ser humano possui para Deus. Através da graça comum, o homem mesmo após a Queda, pode produzir uma cultura que reflita a ordem original da criação em todos os aspectos da vida humana. Deus criou o homem para ser seu agente em seu reino, para governar e dominar o resto da criação. O poder e autoridade do ser humano para o exercício desse governo tem a sua origem no desejo de Deus de fazer o ser humano à sua própria imagem e semelhança. A graça comum é a fonte de toda a ordem, o refinamento, a cultura, a virtude comum, etc., que encontramos no mundo, e através dela é que o poder moral da verdade no coração e na consciência é aumentado, e as paixões maléficas dos homens são restringidas.
3. A Queda manchou a cultura humana. Embora a Queda tenha introduzido o pecado na história humana, a Comissão Cultural não foi anulada. Continuamos responsáveis pela administração da terra que nos destinou o Senhor (Gn 3.23). Isso nos leva a seguinte pergunta: quando o homem caiu, ele perdeu a imagem de Deus? Do ponto de vista ontológico (aquilo que o homem é), não foi eliminado com a queda, ele continua sendo homem, mas o aspecto funcional (aquilo que o homem faz) da imagem de Deus, seus dons, talentos e habilidades passaram a ser usados para afrontar a Deus. Contudo, não devemos entender que a cultura humana seja de todo ruim ou proceda totalmente do maligno.
Sinopse do Tópico (1)
A capacidade de criar e desenvolver cultura é um dom divino.


II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE RELACIONAMENTO CULTURAL
1. Daniel discerne a cultura babilônica. Babilônia se refere à capital da antiga Suméria e Acádia, na Mesopotâmia. No moderno Iraque, localiza-se a aproximadamente 80 km ao sul de Bagdá. O nome Babil (ou Babilu em babilônico) significa "Porta de Deus", mas os judeus afirmam que vem do hebraico antigo - Babel, - que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumérioKadmirra. A Babilônia foi provavelmente fundada por volta de 3800 a.C. Teve um papel significativo na história da Mesopotâmia. O povo babilônico foi muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos de arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, tarefas nas quais utilizou a escrita cuneiforme. Descobriu-se assim que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante. De entre os seus soberanos, o mais famoso foi Hamurabi (1792 a 1750 a.C.). O mais antigo e completo código de leis que a história registra foi de realização sua. Hamurabi também nomeou governadores, unificou a língua, a religião e fundiu todos os mitos populares em um único livro: a Epopéia de Marduk - que era lido em todas as festas de seu reino. Também cercou sua capital, fortificando-a. Ele criou o Código de Hamurabi, cujas leis, em resumo, seguem um mesmo princípio: Olho por Olho, Dente por Dente. [Veja algumas leis:] [3]. Os Babilônios eram politeístas e a cultura da nação possuía elementos de magia, feitiçaria e astrologia. Todo o conhecimento babilônico era repleto de mitos quanto a interpretação. Problemas como: a origem do homem, a prostituição cultual como meio de adoração e divinização do rei estavam presentes. Daniel (Deus é meu Juiz) conseguiu aprender a cultura babilônica sem fazer a mínima concessão doutrinária ou moral. Daniel não discutiu com os babilônios, apenas adotou um principio essencial: “se esforçaria para servir ao SENHOR num ambiente hostil e perverso ou indiferente, sem fazer concessões que prejudicassem a Palavra de Deus”. Ele possuía liberdade no meio dos babilônios e assim serviria ao Deus único e verdadeiro. Recebeu nome pagão (Beltessazar = que Bel proteja a sua vida; Bel era o principal deus da Babilônia), mas não foram supersticiosos. Existia uma realidade espiritual pela qual rejeitou a mesa do rei: O Crente vivendo numa sociedade não regenerada não deve fazer concessões aos ritos sociais, é preciso coragem e muita fé. Daniel e seus amigos não se levantaram contra o rei e sua cultura. Não profetizaram contrario – houve respeito e cortesia todo o tempo. (Dn 1.8; Rm 13.1-7). Daniel sempre agiu com cortesia e humildade perante os babilônios (v. 1.12 – “teus servos...”). Existem duas alternativas erradas quanto a cultura deste mundo: A primeira: O isolamento – fechar dentro de um gueto religioso. A segunda: A assimilação – fazer o que todo mundo faz. A solução é agir como Daniel, agir por princípios.
2. Paulo, Barnabé e a transformação cultural em Listra. Atos 14 registra que após ter escapado da perseguição em Icônio, Paulo e Barnabé entraram em Listra para evangelizar e onde aconteceu por meio deles a cura de um paralítico de nascença. Por causa disso, os habitantes de Listra pensaram que os dois missionários fossem a encarnação dos deuses pagãos Júpiter e Mercúrio. A adoração a Júpiter e Mercúrio (pai e mensageiro dos deuses, conhecidos pelos gregos como Zeus e Hermes) na antiga Listra foi verificada através da pesquisa arqueológica. Como Paulo era quem pregava e mais falava, foi fácil concluir que ele seria Hermes, e Barnabé seria Zeus. Parece que Paulo e Barnabé não se aperceberam disto, até que o sacerdote de Júpiter, que tinha um templo defronte à cidade, trouxe touros e grinaldas para a porta da cidade para lhes oferecer sacrifícios. Quando entenderam o que se passava, Barnabé e Paulo rasgaram as suas vestes – indicando que era um ato de sacrilégio o que o sacerdote fazia (Mt 26.65) – e correram para o meio do povo, gritando que eram homens como eles, e que estavam ali para lhes contar as boas notícias sobre o verdadeiro Deus, o Deus vivo, para que deixassem sua idolatria inútil e se convertessem a Ele. É de se notar que os apóstolos não se apoiaram no Velho Testamento e nas suas profecias, como faziam nas sinagogas: afinal este povo nada conhecia sobre isto, mas falaram sobre a criação, um assunto que muito interessava os gentios por toda a parte, e através dos tempos até hoje. Tiveram dificuldade em persuadir o povo, mas afinal conseguiram.

Sinopse do Tópico (2)
Aprendemos com Daniel, Paulo e Barnabé que devemos levar a sério a transformação cultural da sociedade.


III. EVANGELHO, IGREJA E CULTURA
1. Evangelho e cultura. Uma grande dificuldade que o crente tem é se relacionar com a cultura que o cerca de forma pacífica. O medo de perder a fé e ser atacado pelo inimigo que sorrateiramente nos espreita atrás de cada manifestação cultural é latente em nossa cultura cristã. Percebe-se que essa questão era corrente também nos tempos da igreja primitiva. Cultura e religiosidade eram e são coisas indivisíveis. E, a julgar pelas cartas de Paulo, a comunidade cristã em algumas cidades também sofria desse medo cultural. Sem querer desmistificar esse perigo de contaminação, precisamos usar a cultura em favor da expansão do evangelho construindo pontes culturais para pregar o evangelho em um ambiente cultural diversificado. Tomemos como exemplo a pregação de Jesus à mulher samaritana, onde o mestre pregou a mensagem de salvação a partir do contexto cultural daquela mulher; Paulo no areópago de Atenas, ao citar os filósofos pagãos em sua mensagem, criando uma ponte cultural através da qual introduziu o evangelho. No entanto, esse contato não ocorreu sem ignorar o fato de que estas culturas estão manchadas pelo pecado e que nem tudo que é tido pelo homem como valor cultural é aceitável diante de Deus.
2. Igreja e cultura. As mudanças culturais enfrentadas pela sociedade, a globalização e o consumismo são desafios cada vez mais presentes na vida cristã. A adesão a métodos, o consumo de experiências religiosas e a ausência de uma ética bíblica fazem parte do dia-a-dia de grande parte das comunidades evangélicas Brasil a fora. É raro perceber alguma articulação com bases bíblicas que contraponha a tendência cultural dominante. Não há uma mentalidade evangélica. Assim, muitos cristãos assumem formas de pensamento que revelam uma visão limitada do senhorio de Cristo e do alcance do reino de Deus. No entanto, a Igreja é depositária de um instrumento que serve como fonte e ferramenta de transformação da sociedade e que, ao mesmo tempo, aponta as possibilidades da prática cristã integral em áreas como ação social, arte, psicologia e economia. A Igreja pode e deve atuar nos diferentes campos da cultura. Como asseverou Abraham Kuyper: “Não há um único centímetro quadrado em todos os domínios da existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: é meu!”.
3. O despertamento cultural na Igreja. Na bíblia vemos diversos exemplos que nos possibilitam vislumbrar os limites entre cultura e pecado. Talvez o primeiro deles seja a recomendação do Senhor ao seu povo, quando eles entram na Terra Prometida, de que eles não deviam seguir os caminhos das nações. Obviamente, muitas daquelas noções religiosas cananéias eram parte de uma cultura, mas elas não deviam ser absorvidas pelos hebreus. Embora usado pelos missiólogos como paradigma de missionário transcultural, o estadista Daniel, juntamente com seus amigos, se recusou a comer dos manjares do Rei, e também não tomou do seu vinho, que era consagrado a ídolos. Eles estavam submersos na cultura babilônica, mas sabiam separar pressupostos culturais, conceitos morais e crenças religiosas. Jesus em sua encarnação foi judeu em todo aspecto da existência. No entanto, o fato dele mesmo ser judeu e de estar contextualizando com os judeus não o impediu de denunciar a hipocrisia dos fariseus que lavavam as mãos cerimonialmente antes de comer, quando seus corações continuavam impuros. Ele também se levantou contra o costume de consagrar seus bens ao Senhor quando parentes próximos passavam necessidade. Jesus foi missionário transcultural, mas não se submeteu incondicionalmente a cultura hebréia. Ele a redimiu. Tudo isso nos revela que o evangelho não é apenas um agente passivo e submisso à cultura, mas um agente transformador. No que diz respeito à cultura que nos cerca, deixemos de nos preocupar com os demônios que habitam escondidos pelos cantos. Porque toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto. Toda forma de cultura possui boas dádivas, desfrutemos dessas boas dádivas com nossas consciências tranqüilas, porque o poder de atuação do mal sobre nós reside em nossas dúvidas, temores e medos (Rm 14; 1Co 8; 10.23). O crente deve usar a cultura a seu favor, rejeitando aqueles valores que, embora tidos por tendências culturais e modernas, se opõem ao evangelho [4].
Sinopse do Tópico (3)
Assim como Daniel, Paulo e Jesus de Nazaré, a Igreja deve propor uma contracultura para esta sociedade.

(III. Conclusão)
Todo conhecimento humano e todo avanço cultural da humanidade só estão completos quando partem das Sagradas Escrituras buscando a glória de Deus e o bem da sua criação. Nós insistimos em que o viver santo carece de abstermo-nos do mal e, por isso, arranjamos algumas formas de conduta que possam ser julgadas como más, para podermos nos abster delas e termos aquela bela sensação de santidade. No entanto, 'povo de Deus, santo e amado', se queremos um viver santo, 'revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito' (Cl 3).
"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
N’Ele, que me garante que: "... o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28),
Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br

Questionário
1. O que é cultura?
R. Produções sociais e os costumes das sociedades.
2. Por que nenhuma cultura é perfeita?
R. porque somos imperfeitos por natureza.
3. O que podemos aprender com o fato ocorrido com Paulo e Barnabé em Listra?
R. Devemos levar a sério a transformação cultural da sociedade por meio da prática da Palavra de Deus.
4. Cite uma questão cultural que a Igreja Primitiva enfrentou.
R. O concílio de Jerusalém (At 15).
5. A exemplo de Daniel, Paulo e Jesus, o que a Igreja deve propor à sociedade?
R. A Igreja tem o dever de propor uma contracultura à sociedade.

Versículo do Dia 05/09

Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Salmos 1:2-3

Versículo do Dia 30/08

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus."
 Romanos 10:17

Versículo do Dia 29/08

Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. 
2 Timóteo 2:22

Versiculo do dia 24/08

 O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos.
Proverbios 17:22

Versiculo do dia 23/08

Porém, o SENHOR disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do SENHOR? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não.
Números 11:23

Versículo do dia 22/08

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
Joao 15:1-2

Versiculo do dia 21/08

Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos.
Isaias 55:4

Versiculo do dia 20/08

Sim, se clamares por discernimento, e por entendimento alçares a tua voz.
Proverbios 2:3

Versiculo do dia 19/08

Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.
Proverbio 17:17

Versiculo do dia 16/08

O que ama a correção ama o conhecimento; mas o que aborrece a repensão é insensato.
Proverbios 12:1

Versiculo do dia 11/08


1 Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.
2 Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
3 Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;
4 Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente.
Matheus 6.1-4

Versículo do dia 10/08


Romanos 12.5-8

Estudo Biblico

Segue abaixo os estudos biblicos


Lição 6 - Eficacia do Testemunho Cristão
Licao 7 - Beleza do Serviço Cristão
Lição 8 - Igreja - Agente Transformador da Sociedade
Lição 9 - Preservando a Identidade da Igreja
Lição 10 Atuação Social da Igreja
Lição 11 Influencia cultural da Igreja
Lição 12 Integridade da Doutrina Crista
Lição 13 Plenitude do Reino de Deus


Nova revista
Neemias — Integridade e coragem em tempos de crise.


Lição 1 Quando a Crise Mostra sua Face
Lição 2 Liderança em Tempos de Crise
Lição 3 Aprendendo com as portas de Jerusalém
Lição 4 Como Enfrentar Oposição à Obra de Deus
Lição 5 A Conspiração dos Inimigos Contra Neemias



Lição 7 – A Beleza do Serviço Cristão

14 de agosto de 2011

Lição 7 – A Beleza do Serviço Cristão


Texto Áureo
Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. (Jo 13.14).

– Senhor e Mestre, um título duplo dá especial significação à reivindicação de Cristo sobre a vida dos discípulos. Posteriormente, em 20.28, eles o chamarão Senhor em reconhecimento de sua divindade [1]. Jesus, provavelmente, não estivesse procurando instruir uma prática literal para ser observada continuamente na Igreja, embora alguns achem que fosse o caso. Mas ele demonstra uma grande preocupação para com o verdadeiro significado da serventia seja bem compreendido, que ninguém a julgue abaixo da sua dignidade para realizar a mais baixa das tarefas para os outros. Por fim, a serventia é uma disposição do coração e do espírito, que se expressa através de ações concretas [2].
Verdade Prática

A vida cristã só faz sentido neste mundo quando servimos a Deus e ao próximo em perfeito amor
.
Leitura Bíblica em ClasseJoão 13.12-17/ Atos 2.42-47
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar as características do servo de Cristo;
Compreender que o serviço cristão engloba a relação com Deus e o próximo, e
Explicar qual é a missão da Igreja no mundo.

Palavra-chave
SERVIÇO
Ato ou efeito de servir; Préstimo; trabalho; proveito; utilidade; uso; Exercício de funções obrigatórias; Ação útil e benéfica. [Liturgia] Ofício. Ato ou efeito de servir.
(I. Introdução)

Havia uma tradição entre os antigos habitantes do oriente médio que consistia em lavar os pés dos convidados. Depois que o convidado chegava era cumprimentado, um escravo removia suas sandálias em preparação para o lava-pés e para que as sandálias não trouxessem o pó apanhado ao longo do caminho para dentro de casa. Os pés eram então lavados por um escravo, que derramava água sobre eles, os esfregava com as mãos e secava com uma toalha (Gn 18.4; 19.2; 24.32; 1Sm 25.41; Jo 13.3-5; 1Tm 5.10). A seguir, a cabeça do convidado era ungida com azeite de oliva, perfumado com especiarias - Davi faz referência a esse costume no Salmo 23.5. Estas cortesias foram negligenciadas por Simão quando Jesus compareceu ao banquete em sua casa (Lc 7.46) [3]. Jesus ao realizar um trabalho que estava reservado aos escravos e serviçais, se coloca em posição destes para exemplificar que nenhum trabalho desenvolvido em prol do próximo é degradante demais ou indigno. É altruísmo no mais alto grau. Altruísmo não é sinônimo de solidariedade como muitos pensam, é um conceito muito mais amplo. É um conceito que se opõe ao egoísmo, é a atitude de viver para os outros. É a verdadeira identidade do cristão! Boa Aula!

(II. Desenvolvimento)

I. AS CARACTERÍSTICAS DO SERVO DE CRISTO

1. Amor. 

A Igreja é caracterizada por um termo grego que nos é comum, qualquer que seja ramo de cristianismo – agapaõ e seu substantivo correspondente ágape; Amor incondicional, amor por escolha e por um gesto de vontade, ágape não procura nada em troca, não depende de química, afinidade, ou sentimento. Estes dois termos são utilizados no Novo testamento para: (a) descrever a atitude de Deus para com seu Filho (Jo 17.26); para com o gênero humano, em geral (Jo 3.16; Rm 5.8); e para com aquele que crê no Senhor Jesus Cristo, em particular (Jo 14.21); (b) transmitir Sua vontade aos Seus filhos concernente à atitude deles uns para com os outros (Jo 13.34), e para com todos os homens (1Ts 3.12; 1Co 16.14; 2Pe 1.7); (c) expressar a natureza essencial de Deus (1Jo 4.8). O amor só pode ser conhecido pelas ações que o instiga. O amor de Deus é visto no presente do Seu Filho (1Jo 4.9,10). Mas obviamente este não é o amor de satisfação, prazer, autocontentamento ou afeto, isto é, não foi obtido pela excelência de seus objetos (Rm 5.8). Foi um exercício da vontade divina em escolha deliberada, feito sem causa designativa, exceto o que se acha na natureza do próprio Deus (cf. Dt 7.7,8) [4]. Assim como Deus usou do seu amor, de forma altruísta, sem que merecêssemos, o crente deve demonstrar seu amor não apenas aos da fé, mas a todo homem, até mesmo àquele que mantém atitude rude e contrária a nós. Possuir o amor de Deus resulta em confiança destemida em relação a Deus e ao amor pelos irmãos. O crente que conhece esse amor não teme a morte e o juízo, mesmo neste mundo, somos como Cristo é. Na teologia desenvolvida por João, a fé, o amor e a obediência se relacionam um com o outro. A fé nos leva a um relacionamento amoroso com Deus, e o amor por ele leva ao amor por outros crentes e à obediência de seus mandamentos. Eles não são pesados, pois os benefícios práticos da obediência a todas as leis de Deus contribuem totalmente com o proveito e a realização humana daqueles que aprendem a sua aplicação para a vida. Nossa fé traz vitória sobre o mundo, fornecendo uma arma espiritual através da qual podemos combater tanto as tentações quanto as perseguições da sociedade ímpia [5]. Embora não sejamos semelhantes à Cristo quanto a uma obediência perfeita de nossa parte, somos semelhantes a ele em nossa orientação básica e nos distinguimos como ele o fez em relação ao mundo em geral (Jo 17.16).

2. Compromisso. 

(latim compromissum, -i, particípio passado de compromitto, -ere, comprometer) Obrigação contraída entre diferentes pessoas de sujeitarem a um árbitro a decisão de um pleito. Promessa mútua. Comprometimento. Compromisso é a forma, pública ou não, de se vincular ou assumir uma obrigação com alguém, com algum objetivo. Há diversos tipos de compromissos, como por exemplo: compromisso religioso, compromisso amoroso, compromisso de negócios. Compromisso é, portanto, uma responsabilidade adquirida em virtude de uma afirmação verbal ou escrita, feita por nós mesmos. A expressão "ter um compromisso" significa estar ocupado em uma data, ou ter um vínculo ou acordo com alguém. A palavra deriva de "promessa", ou seja, "com promessa". Quer dizer que quando há um compromisso há uma promessa [6]. Como canta Régis Danese na sua canção ‘Compromisso’: ‘Pois eu confio nas promessas/Que Tu tens pra mim/Eu faço compromisso/De ser fiel a Ti, até o fim’, aquele que decide pelo Senhor precisa estar disposto a batalhar: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34). Isto significa que é necessário tomar decisão e se apresentar comprometido com os negócios do Reino. O maior preconceito é você não assumir quem você é; e a maior incompetência é você deixar de fazer o que pode e o que sabe. Nós fomos levantados com uma missão. Só Ele pode nos deter, os homens nunca poderão. Não há poder infernal que pode deter um servo de Deus fiel e comprometido.

3. Humildade.

 Humildade vem do Latim humilitas, -atis: pequenez, modéstiaqualidade de humilde; capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações. É o inverso de altivez, arrogância e orgulho. É demonstração de respeito, submissão, deferência e reverência. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. Como disse o poeta espanhol Miguel de Cervantes: “A humildade é a base e o fundamento de todas as virtudes e sem ela não há nenhuma que o seja”, e como isso deve ser verdadeiro na vida do cristão, que sabe que tudo o que possui não vem de si mesmo, mas de Deus, como Paulo que, escrevendo 2Co 3.4, 5 e 6, afirma: “E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento...”. Ele não se vangloriava, mas mostrou a quem pertence o crédito por todas as suas realizações em prol do Evangelho; Paulo expressou sua humildade diante de Deus. Não podemos reivindicar que temos agido de forma adequada sem a ajuda de Deus! Não somos suficientemente competentes para desempenharmos as responsabilidades do chamado de Deus por nossa própria força. Sem a habilitação do Espírito Santo, nosso talento natural, e até a graça comum que foi dada a todo homem, pode nos levar somente a certo ponto. Como testemunhas de Cristo e representantes do Reino, precisamos do caráter e da força especial que somente Deus pode dar. Para desempenharmos o serviço do Senhor é imperativo que haja humildade no coração: “O SENHOR já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus” (Mq 6.8). (Veja Pv 4.23; Mt 15.19; Fp 2.13; Tg 4.10; Lc 22.26; 1Pe 5.5,6). Jesus tem muito a nos dizer sobre humildade. E não é de se admirar, pois foi o orgulho que causou a primeira ruína do ser humano. Como o Novo Adão, Jesus exemplificou esse aspecto da vida de justiça. O ser humano caiu, pois presumiu seu próprio caminho acima do de Deus, mas a piedade restaurada exige que o ser humano faça o oposto e se humilhe perante a vontade e caminho de Deus. Então, a verdadeira exaltação e reconhecimento dados por Deus virão para aqueles que menos os esperam e que menos os procuram, assim, o crente deve: renunciar a qualquer forma de retaliação. Deixe qualquer vingança para Deus; Amar por opção e não por circunstancias. Deixe os maus tratos dos outros relembrá-lo a superar o mal deles através do amor; Perdoar diariamente aqueles que pecaram contra você. Humilhe-se. Seja cauteloso com o grave perigo do orgulho e da arrogância. Evite empenhar-se por reconhecimento público e promover a si próprio ou o seu ministério.
 [7].
Sinopse do Tópico (1)
O amor, o compromisso e a humildade são características dos servos de Cristo.

II. O SERVIÇO CRISTÃO

1. Ordenado pelo Senhor.

 “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8.34). Os romanos, o publico alvo do evangelho de Marcos, sabiam o que significava carregar uma cruz sobre os ombros. A morte na cruz era uma forma de execução usada pelos romanos para os criminosos mais perigosos. O prisioneiro carregava o madeiro até o local de execução, isso significava submissão ao poder de Roma. Jesus fez uso da imagem da cruz sendo carregada para ilustrar a suprema submissão exigida de seus seguidores. Carregar a cruz diz respeito ao esforço heróico necessário para seguir a Jesus em todos os momentos, fazendo a vontade dele, em meio às dificuldades do presente e quando o futuro parecer pouco promissor [8]. O verdadeiro discipulado exige compromisso total sem distração ou acomodação. Precisamos compreender que Jesus exige de nós uma lealdade para com ele maior do que a lealdade para com qualquer outro ser humano, isso significa submetermos nossos próprios interesses em favos dos de Deus. Reconheçamos que Jesus nos chama a irmos até pessoas de todas as nações e ensiná-las a conhecê-lo e a viver para ele, ensinar que ele deve ser o centro de toda a sua vida. (Veja Mt 10.17-20; 34-36; Lc 12.51-53; Mc 8.34-36; Mt 28.18-20). Seria impossível entender a natureza e o caráter verdadeiro da Igreja sem reconhecer que ela, desde o seu início, tem recebido poder e orientação do Espírito Santo para desenvolver o serviço cristão.

2. Em relação a Deus. 

A Igreja também é chamada a ser uma comunidade adoradora. O termo ‘adoração’, no inglês antigo, denota a pessoa que recebe honra proporcional à sua dignidade. A adoração genuína é caracterizada quando a Igreja centraliza a sua atenção no Senhor, e não em si mesma. O termo grego comum para ‘adorar’, proskuneõ, significava originalmente ‘beijar em direção a’, e pode ter sido usada no sentido de beijar os pés de um superior. Chegou a significar ‘curvar-se em reverência e humildade’; no Novo Testamento, é usada no tocante à adoração e louvor a Deus, atribuindo-lhe glória (Ap 11.16,17). Quando Deus é adorado exclusivamente, os crentes que assim o adoram são invariavelmente abençoados e espiritualmente fortalecidos. A adoração não deve ser limitada apenas aos cultos regulares da congregação. Na realidade, todos os aspectos da nossa vida devem caracterizar-se pelo desejo de exaltar e glorificar ao Senhor, no dizer de Paulo, ‘Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus’ (1Co 10.31) [9].

3. Em relação ao próximo.

 A Igreja também é uma comunidade chamada para agir com solicitude e responsabilidade sociais. Infelizmente, esta vocação tem sido minimizada ou negligenciada entre muitos evangélicos e pentecostais. É possível que muitos crentes sinceros tenham receio de se tornarem modernistas ou rumar na direção do assim chamado ‘evangelho social’, caso se envolvam em ministérios que visem o atendimento social. Haveria fundamento para tal receio se esse tipo de obra fosse levado a extremos mal intencionados e deixasse de lado verdades eternas ao oferecer alívio temporário. Por outro lado, o descuido com as necessidades sociais representa o abandono de um vasto número de admoestações bíblicas dirigidas ao povo de Deus, no sentido de serem cumpridas essas obrigações. O ministério de Jesus caracterizava-se pela compaixão amorosa a todos os sofredores e indigentes desse mundo (Mt 25.31-46; Lc 10.25-37). Idêntica solicitude é demonstrada tanto nos escritos proféticos do Antigo Testamento (Is 1.15-17; Mq 6.8) quanto nas epístolas neotestamentárias (Tg 1.27; 1Jo 3.17,18). Expressar o amor de Cristo de modo tangível pode ser um meio vital de a Igreja cumprir a missão que lhe foi confiada por Deus. Assim como em todos os aspectos da missão (ou propósito) da Igreja, é essencial que nossos motivos e métodos visem fazer tudo para a glória de Deus [10].

Sinopse do Tópico (2)
O serviço cristão ordenado pelo Senhor compreende a relação do homem com Deus e o com o próximo.

III. A MISSÃO DA IGREJA NESTE MUNDO

1. Proclamar a Palavra de Deus. 

O propósito do Senhor não era que a Igreja apenas existisse como finalidade em si mesma, para se tornar, por exemplo, simplesmente mais uma unidade social formada por membros de mentalidade semelhante. Pelo contrário, a Igreja é uma comunidade formada por Cristo em benefício do mundo. Cristo entregou-se em favor da Igreja, e então a revestiu com o poder do Espírito Santo a fim de que ela pudesse cumprir o plano e propósito de Deus. A parte central das últimas instruções de Jesus aos seus discípulos, antes de sua ascensão, foi a ordem de evangelizar o mundo e fazer novos discípulos (Mt 28.19; At 1.8). É importante frisar que Cristo não abandonou os crentes à sua própria capacidade ou técnica, mas ele comissionou-nos a ir com a sua autoridade e no poder do Espírito Santo (Mt 28.18; At 1.8). Para isso, é imperioso que se lance mão de todos os meios possíveis para difundir as boas novas do Reino, penetrar os locais inacessíveis. O The Christian Post obteve os comentários de algumas pessoas sobre o uso da Internet como ferramenta de evangelismo: ‘Marina Menezes, publicitária recém formada, afirma que já evangelizou colegas pelo MSN. “Não é difícil falar pela internet. Ainda mais quando é uma pessoa próxima. Sempre é bom falar de Jesus”, afirma. O estudante Rafael Morales também já compartilhou experiências com Deus pela ferramenta. “é uma forma legal de passar as coisas, pois é dinâmico”, ressalta; O meio chega a render até conversões, segundo Gilson de Oliveira, que lidera um grupo de jovens em uma Assembleia de Deus. “Já consegui levar uma pessoa a fazer a oração de entrega pelo MSN e ela está firme com Jesus até hoje”, declara’. Não é em vão o comentário do Pr. Rick Warren, fundador da Saddleback Church, sobre o Facebook. Para ele, se a rede fosse uma nação, hoje figuraria como a quarta maior do planeta[11].

2. Viver em comunhão. 

O termo comunhão, do grego koinonia, significa compartilhamento, uniformidade, associação próxima, parceria, participação, uma sociedade, uma comunhão, um companheirismo, ajuda contribuinte, fraternidade. Koinonia é uma uniformidade realizada pelo Espírito Santo. Em koinonia, o indivíduo compartilha o vínculo comum e íntimo de companheirismo com o resto da comunidade cristã. Koinonia une os crentes ao Senhor Jesus e uns aos outros. O crente é exortado a amar de um modo especial a todos os outros crentes verdadeiros, quer sejam membros da sua igreja e da sua persuasão teológica quer não. ‘Um novo mandamento... que vos ameis uns aos outros’ (Jo 13.34), é novo porque apresenta um novo padrão – o amor de Jesus. O amor zeloso, altruísta que os cristãos demonstram uns aos outros testemunham ao mundo que eles são verdadeiros cidadãos do Reino de Deus. O mundo irregenerado nota que os crentes constituem uma comunidade diferenciada pelo fato de que, as características exigidas do cidadão do Reino não são fáceis de praticar. É por isso que as pessoas nos notam quando o fazemos e sabem que somos capacitados sobrenaturalmente. É imperioso que os crentes vivam em comunhão!

3. Servir a Deus e ao próximo. 

E, servindo eles ao Senhor...’ (At 13.2). Este é o comissionamento do grande ministério apostólico de Paulo. Servindo traduz um verbo usado pelo serviço sacerdotal oficial. Aqui refere-se ao seu ministério da adoração pública. O termo grego leitourgeo pode ser traduzido como realizar atos religiosos ou de caridade, cumprir uma tarefa, realizar uma função, oficiar como sacerdote, servir a Deus com orações e jejum. A palavra descreve o sacerdócio arônico ministrando serviços levíticos (Hb 10.11). Em Rm 15.27, é usado para atender necessidades financeiras dos cristãos, realizar um serviço ao Senhor ao fazê-lo. Aqui, os cristãos de Antioquia estavam cumprindo uma tarefa e dispensando uma função normal ao ministrar ao Senhor através de jejum e orações [12]. Aqueles crentes, mesmo estando longe dos seus irmãos de Jerusalém, resolveram enviar sua ajuda para atender as necessidades daqueles crentes distantes - um princípio que a igreja faria bem em observar hoje; o amor é mostrado não somente em um gesto heróico de dedicação, mas em uma vida diária de compaixão e de serviço. O Reverendo Hélio G. Paulo escreve em seu artigo intitulado ‘Servir no Reino de Deus’, disponível no site ‘ipmaracana.com.br’: ‘Servir a Deus é servir no reino. É aqui na terra que servimos ao Senhor, junto com os nossos semelhantes. Na passagem do grande julgamento, Jesus virá na sua majestade, se assentará no trono e julgará, separando as ovelhas dos cabritos e falará: tive fome e me deste de comer, sede e me deste de beber. Essa questão impressiona tanto que os justos perguntarão: quando foi que o vimos assim e o suprimos? Jesus responde: “em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25.40). Quando servimos ao nosso semelhante, servimos ao próprio Rei do Universo. Porém, o texto deixa bem claro que a prontidão para servir não deve se limitar ao espaço interno da comunidade; deve visar aos pequenos, aos desagregados e excluídos em geral. O próprio Jesus não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Marcos 10.45). Ele nos ensina a servir no reino, dando abrigo às aves do céu, fazendo sombra, dando possibilidade das aves criarem seus filhotes e crescer na vida, com Deus e com seu semelhante. Servir a Deus no reino é muito abrangente e temos certos destaques de serviços concretos, tais como: serviço às mesas, ensino, liderança, trabalho pastoral e missionário, de contribuição, de misericórdia, assistência aos necessitados etc. Há vários serviços para os servos. Você já descobriu qual o seu serviço no reino de Deus? Saiba que Deus o chamou para servi-lo no seu reino, adorando, orando, com toda a sua vida, obedecendo seu chamado de todo coração, num agir novo, na missão!’

Sinopse do Tópico (3)
A missão da Igreja no mundo é proclamar o evangelho, viver a comunhão, servir a Deus e acolher o próximo.

(III. Conclusão)

Nós pertencemos ao reino para o serviço! Deus nos gerou e nos fez participantes do seu reino. A missão primordial da igreja no que diz respeito ao mundo é a proclamação do “evangelho do reino”, assim como fizeram Jesus e os seus discípulos. Corretamente entendido, esse evangelho inclui muitas coisas importantes. Em primeiro lugar, esse evangelho é um convite a indivíduos, famílias e comunidades para se reconciliarem com Deus mediante o arrependimento e a fé em Cristo. Todavia, o evangelho são as boas novas de Deus para todos os aspectos da vida, pessoal e coletiva. Assim sendo, a legítima proclamação do evangelho não vai se limitar ao aspecto religioso e à dimensão individual (experiência de conversão pessoal), mas vai mostrar o senhorio de Cristo sobre todos os aspectos da existência. Que sua vida seja uma vida de serviço a Deus e aos seus semelhantes. Que você seja sombra e um local propício para as pessoas encontrarem abrigo e direção, ‘E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido’ (Gl 6.9).
 
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